Sistema de monitoramento da Amazônia passa a detectar desmatamentos a partir de 3 ha

09/05/2016

O Ministério do Meio Ambiente lançou o sistema DETER-B para aprimorar o monitoramento da região amazônica e detectar desmatamentos menores em tempo quase real. Atualmente, o DETER usa imagens do sensor Modis do satélite Terra, que tem a resolução de 250 metros e somente detecta desflorestamentos a partir de 25 hectares. Essa limitação provocou uma mudança no perfil do desmatamento ilegal, que passou a ser mais disperso e com áreas menores.Por solucionar o problema, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais - INPE contará também com imagens do sensor AWiFS do satélite indiano ResourceSAT 2 (IRS 2D), que tem a resolução de 56 metros e detecta desmatamentos a partir de 3 hectares. Os dados permitirão a identificação tanto do desflorestamento quanto da degradação e poderão qualificar desmatamentos por mineração.

Adiante também serão usadas imagens do sensor WFI do satélite sino-brasileiro CBERS-4, com resolução de 64 metros. Os dois satélites têm a resolução temporal de cinco dias, o que significa que dão a volta completa ao redor do globo nesse período, aumentando a repetibilidade das imagens.

O sistema Prodes, que fornece a taxa anual oficial do desmatamento na Amazônia, também tem uma resolução maior, porém, a aquisição e o processamento das imagens são mais lentos e não servem ao mesmo propósito do DETER, que é a pronta notificação à fiscalização do Ibama.