ALIANÇA PELA RESTAURAÇÃO NA AMAZÔNIA
Um pacto pela conservação na Amazônia Brasileira

24/01/2017

Iniciativa será lançada, dia 30, em Belém, com o objetivo de somar forças em prol da Amazônia, bioma que tem sofrido com crescentes índices de desmatamento

Desmatamentos para utilização de madeira e conversão de floresta para outros usos, como a pecuária, somam 7.989 km² de área desmatada na Amazônia. Esse número, que compreende somente o período de janeiro a novembro de 2016, é maior do que o que contempla todo o ano de 2015, que registrou 6.207 km2 de área desmatada. Esse aumento, de quase 29% no desmatamento anual, requer a revisão das estratégias adotadas e a adoção de novas ações e políticas públicas para reverter essa tendência.

É nesse preocupante contexto que surge a Aliança pela Restauração na Amazônia – um pacto pela conservação na Amazônia Brasileira, que será lançada no próximo dia 30 de janeiro, em Belém. A proposta é unir esforços para proteger a maior floresta tropical do mundo.

A missão da iniciativa é estabelecer uma plataforma de cooperação entre ONGs, empresas, academia, governo e sociedade civil e somar forças para ampliar a restauração florestal na Amazônia Brasileira.

Rodrigo Medeiros, vice-presidente da CI Brasil, ressalta que “o compromisso assumido pelo Brasil no Acordo de Paris, de restaurar e reflorestar 12 milhões de hectares em todo o país,  ilustra o tamanho do desafio que teremos pela frente. Nessa escala, somente uma articulação ampla de vários setores da sociedade brasileira, incluindo o setor privado, é capaz de criar um ambiente concretamente capaz de promover essa transformação”.

Rodrigo afirma também que “continuar os esforços de redução do desmatamento na Amazônia aliados a uma estratégia de restauração de áreas críticas que estão degradadas é essencial se quisermos continuar provendo recursos básicos para as pessoas como água, comida e bem-estar.”

Atuação

A Aliança pela Restauração na Amazônia busca:

·  Conciliar interesses e integrar ações em prol da ampliação da escala e da eficiência da restauração florestal.

·  Gerar, sistematizar e difundir conhecimentos e informações sobre restauração florestal, silvicultura tropical e sistemas agroflorestais.

·  Apoiar a captação pelos membros para viabilizar ações e projetos de restauração florestal.

·  Impulsionar a economia da restauração florestal, estimulando todos os elos da cadeia produtiva, gerando oportunidades de negócios, trabalho e renda.

·  Contribuir para formulação e implementação de políticas públicas que favoreçam a restauração florestal.

·  Disponibilizar protocolos e ferramentas que permitam a integração de dados para o monitoramento das ações de restauração e avaliação da dinâmica florestal.

·  Desenvolver ações de conscientização e sensibilização da sociedade civil acerca da necessidade de conservação/restauração da Amazônia.

Como funciona?

·  Adesão voluntária mediante assinatura do termo.

·  Governança descentralizada, transparente e inclusiva.

·  Representatividade nos quatro segmentos (governo, empresas, sociedade civil organizada e academia).

·  Colaboração e cooperação entre os membros.

· Articulação e integração de ativos, experiências e saberes.

·  Respeito aos conhecimentos tradicionais.

·  Comunicação dinâmica e transparente.

·  Respeito às particularidades produtivas e ecológicas dos variados ambientes e regiões amazônicas.

Sugestões de fontes:

Rodrigo Medeiros -   Vice-presidente da Conservação Internacional

Rachel Biderman – Diretora Executiva da WRI Brasil

Artemísia Moita – Fazenda Brasil

Mais informações:

Milena del Rio do Vale (Aliança pela Restauração na Amazônia) - (11) 98159-7555 -mdrvalle@gmail.com

Andréia Vitório - (Aliança pela Restauração na Amazônia) - (71) 99168-5807 -deiacunhavitorio@gmail.com