Glossário
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  • Degrad

    Sistema desenvolvido pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) para detectar áreas em processo de degradação. Ele utiliza imagens dos satélites Landsat e CBERS para mapear áreas de florestas degradadas acima de 6,25 hectares, com tendência de ser convertida em corte raso.

  • Degradação florestal

    É uma espécie de desmatamento parcial. Refere-se à retirada das árvores de maior valor comercial, sem o uso das técnicas do manejo. É como uma “garimpagem” ou “brocagem” florestal, que vai abrindo clareiras e dezenas de pequenas estradas para o arraste de toras. O dossel da floresta, aquele maciço formado pelas copas de árvores, permanece aparentemente intacto, mas os vazios deixados pelas grandes árvores favorecem os incêndios e a queda de outras espécies durante temporais.

  • Desflorestamento
    Geralmente refere-se à derrubada de florestas no seu sentido mais estrito, como a Atlântica e a Amazônica. Entretanto, quando o termo for mencionado, vale checar a que realidade se aplica, pois a definição oficial de florestas no Brasil abrange cerrado, campinas e até mesmo áreas de reflorestamento. O Serviço Florestal Brasileiro e o IBGE adotam a definição de floresta da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), que não se restringe às florestas altas e densas como a Amazônica e a Atlântica.
  • Desmatamento
    É a derrubada completa da vegetação nativa. Refere-se ao “corte raso”, em que se retira toda a cobertura florestal, deixando o solo exposto. Mas o termo abarca a retirada de qualquer vegetação nativa, inclusive vegetação arbórea de campos e savanas – ou seja, a eliminação de áreas com arbustos, capões e árvores baixas e dispersas do Pantanal, do Cerrado, da Caatinga e do Pampa também é desmatamento.
  • Desmatamento líquido

    Diferença entre a área total desmatada e a área de floresta recuperada. O desmatamento líquido zero significa o reflorestamento de área igual ou superior à desmatada. Desmatamento líquido zero é diferente de emissões líquidas zero, pois o desmatamento pode emitir mais gás carbônico do que a floresta recuperada consegue absorver.

  • Deter
    O Sistema de Detecção do Desmatamento em Tempo Real (Deter) foi desenvolvido pelo INPE para produzir alertas sobre indícios de desmatamentos, auxiliando as equipes de fiscalização a planejar suas operações de campo com agilidade quando há sinais tanto de corte raso como de degradação florestal, em áreas acima de 25 hectares. Para isso, utiliza dois satélites, os quais oferecem maior número de imagens, embora com uma resolução menor, o que obriga o mapeamento de áreas mais extensas. Outra limitação é a impossibilidade de captar alterações na floresta quando há presença de nuvens.
  • Detex
    Sistema desenvolvido pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) em conjunto com o Serviço Florestal Brasileiro (SFB) para monitorar a exploração seletiva da madeira. Seu principal objetivo é permitir o controle e acompanhamento da extração de madeira em florestas públicas exploradas sob regime de concessão.