Violência no campo bate recorde em 2016; Amazônia concentra maioria dos casos

19/04/2017

O ano de 2016 bateu recorde em diversas formas de violência no campo, segundo a Comissão Pastoral da Terra (CPT). O relatório “Conflitos no Campo Brasil 2016”, lançado nessa segunda-feira (17), aponta o aumento de 22% em casos de assassinatos, que passou de 50, em 2015, para 61, no ano passado. O número equivale a uma média de cinco assassinatos por mês. Outro destaque alarmante é o de agressões, que teve aumento de 206%. A Amazônia concentra grande parte dos casos, como explica o secretário nacional da CPT, Antônio Canuto

“A Amazônia concentra o maior número praticamente em todos os índices de violência: assassinatos, tentativas de assassinatos, ameaças de morte, expulsões, despejos. A Amazônia é onde o capital avança sobre os direitos das comunidades, dos povos que existe no lugar.”


Rondônia foi o estado com o maior número de assassinatos no campo em 2016, com 21 casos. Um exemplo marcante foi o assassinato da militante do Movimento dos Atingidos por Barragens em Rondônia, Nilce de Souza Magalhães. Nicinha, como era conhecida, desapareceu no dia 7 de janeiro, em Porto Velho, e o corpo foi encontrado cinco meses depois, no fundo do lago da hidrelétrica de Jirau. Durante o lançamento do relatório, a filha de Nicinha, Divanilce Andrade, falou das dores da família e da omissão do estado na investigação do caso. Mas destacou também a luta da mãe “Que o caso da minha mãe não seja só mais um número, mas que através do caso dela, essas pessoas tenham voz, tenham vida, porque era a luta dela. Era a voz daqueles que não sabiam falar.”

EBC | BR | Radioagência Nacional

Leia a notícia completa aqui.

Veja o clipping completo