Sem bichão, sem árvore

02/01/2015

Florestas que não possuem mais sua população de grandes animais, mesmo que estejam aparentemente intactas, podem perder boa parte de sua capacidade de minimizar as causas do aquecimento global, afirma um estudo liderado por especialistas brasileiros.

A questão é que os herbívoros de grande porte - no Brasil, esse grupo inclui bichos como as antas, os muriquis, as cutias e os tucanos- são os únicos que conseguem devorar com eficiência os frutos maiores (cujas sementes têm diâmetro superior a 12 milímetros, calculam os pesquisadores).

Ou seja, sem esses grandes frugívoros (comedores de frutas), fica inviável o processo de dispersão das sementes grandalhonas pela mata, já que o normal seria que elas fossem expelidas pelo sistema digestivo dos animais, já com uma camada fertilizante de fezes de lambuja.

Acontece que há uma correlação forte entre frutos e sementes grandes, de um lado, e árvores igualmente portentosas, de outro. Em geral, são justamente as árvores com esse tipo de fruto que respondem pelo grosso da capacidade que a mata tem de retirar CO² (gás carbônico ou dióxido de carbono, cujo aumento é a principal causa do aquecimento global) da atmosfera.

Folha de S. Paulo | BR | Ciência & Saúde | Página B07

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