Rede Panamazônica de pesquisadores completa 10 anos e lança portal de dados

20/04/2017

Um consórcio internacional de oito organizações da bacia amazônica acaba de disponibilizar a mais completa base de dados sobre unidades de conservação e terras indígenas de toda região. As informações estão acessíveis em formato aberto no portal Amazonia Socioambiental e podem ser descarregadas gratuitamente. Ou seja, pesquisadores, jornalistas e técnicos de governo podem utilizar os dados para suas próprias análises, investigações e publicações.

O lançamento foi feito nesta quinta (20) pela Rede Amazônica de Informação Socioambiental Georeferenciada (RAISG), que neste ano completa 10 anos como uma das principais iniciativas de monitoramento ambiental da região. Todos os anos, pesquisadores da rede lançam uma avaliação das áreas protegidas criadas na Panamazônia junto à medição independente do desmatamento. O balanço mais recente também foi disponibilizado nesta quinta.

De acordo com a geógrafa Alícia Rolla, coordenadora-adjunta da RAISG, a abertura dos dados só foi possível graças à disposição dos membros da rede em criar acordos e parcerias em cada país. "Sempre tivemos o desejo de disponibilizar os dados, mas a situação de acesso é diferente em cada país e por isso houve um trabalho de negociação com fontes variadas", explica.

Participam da RAISG o Instituto Bien Común (Peru), o Imazon (Brasil), Gaia Amazonas (Colombia), ProVita (Venezuela), EcoCiência (Equador) e FAN (Bolívia). A secretaria-executiva da rede é feita pelo Instituto Socioambiental (ISA), também uma organização brasileira.

Hoje, além de áreas protegidas, terras indígenas e desmatamento, a RAISG apresenta em suas publicações e mapa online um panorama das ameaças representadas por abertura de estradas, construção de hidrelétricas, concessões de mineração e petróleo. O nível de ameaça é avaliado por cada país e bacia hidrográfica, o que gerou o estudo "Amazônia Sob Pressão", lançado pelo grupo em 2012.

O secretário-executivo da rede, Beto Ricardo, do ISA, conta que a disposição dos membros é ampliar os temas de monitoramento, além daqueles já entraram em rotina de monitoramento. Agricultura, pecuária, degradação florestal e qualidade de água são alguns dos novos indicadores que poderão ser incorporados nos próximos anos. As unidades territoriais também serão ampliadas para análise. O status de conservação e ameaças chegará ao nível do municípios e circunscrições eclesiásticas.

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