PF investiga ameaças de morte contra chefe do Ibama no Pará

22/08/2017

A Polícia Federal está investigando ameaças de morte contra a responsável pela fiscalização do Ibama no Sudoeste do Pará.

Maria Luiza de Souza é gerente-executiva do Ibama no Sudoeste do Pará. Por ser muito conhecida na região, ela não vê problema em ter o nome revelado e mostrar o rosto.

As ameaças começaram em uma rede social. Um dos agressores diz que “tem que meter uma bala na cabeça dela”. Outro sugere que a servidora seja queimada. 

Num vídeo gravado em Altamira durante uma apreensão de madeira ilegal em uma serraria, uma mulher também fez ameaças contra Maria Luiza, que comandava a fiscalização.

“Essa miserável nem pra queimar viva. Tira essa farda e peita nós, só cinco minutos, pra nós mostrar que nem plástica não vai resolver sua cara mais”.

“São ameaças muito fortes, com termos muito fortes, porém, o que a gente nota é que nosso trabalho está sendo bem feito. Essas pessoas que se sentem prejudicadas acabam colocando isso na rede social e ameaçando os agentes do Ibama”, conta Maria Luiza.

Maria Luiza vai levar o caso à Polícia Federal e ao Ministério Público. Além das ameaças, ela também denuncia que existem grupos em um aplicativo de mensagens, formados por quem trabalha com exploração de madeira, que estão incentivando moradores e comerciantes a boicotar as equipes do Ibama que chegam à região para fiscalizar.

Nos últimos dois meses, o Ibama fechou 24 serrarias clandestinas e destruiu equipamentos usados em garimpos ilegais na região que concentra as maiores taxas de desmatamento na Amazônia.

É o trecho paraense da BR-163, que corta várias unidades de conservação. 

Essa área tem sido marcada por conflitos. Em julho, criminosos queimaram oito carros do Ibama. Depois desse atentado, cem homens da Força Nacional chegaram à região para apoiar o trabalho dos agentes ambientais.

“Nós não podemos aceitar que a cada vez que nós intensificamos a fiscalização venham com esse tipo de reação. Nós vamos com todos os homens possíveis agora para conseguir fazer essa fiscalização em campo da forma mais rigorosa e mais segura para os nossos homens”, afirmou Suely Araújo, presidente do Ibama.

G1 | Jornal Nacional

 

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