PF desmonta esquema de grilagem que causou prejuízo ambiental de R$ 22 mi na terra dos índios Uru-Eu-Wau-Wau

15/08/2017

A Polícia Federal, a partir de 19 mandados de prisão expedidos pela Justiça Federal em Rondônia, desarticulou no dia 2 de agosto duas quadrilhas acusadas de invadir, grilar e desmatar a Terra Indígena Uru-Eu-Wau-Wau, no oeste do estado.  Entre os 14 presos está Nelson Bispo dos Santos, coordenador da Associação dos Produtores da Comunidade Curupira, em Ariquemes.

Suspeito de comandar um grupo de grileiros que vendia lotes de terras da reserva por até R$ 40 mil, Santos teve a prisão preventiva decretada por crimes de estelionato e organização criminosa. Ele está preso no presídio Urso Branco, em Porto Velho.

Outras cinco pessoas, que tiveram as prisões preventivas decretadas pela chamada Operação Jurerei, estão foragidas. É o caso do fazendeiro Ari Martins, suspeito de comandar outra organização criminosa que praticava desmatamentos e roubava madeira, causando um prejuízo ambiental da ordem de R$ 22 milhões à terra indígena. Jurerei é o nome de um grupo de índios Uru-Eu-Wau-Wau que vive isolado na terra indígena.

Segundo a PF, também foram presos na Operação Jurerei Corino Francisco da Silva, membro da Associação Curupira, o tipógrafo Isaac Moreira da Costa, o fazendeiro Silvano Ferreira de Lima, e três policiais militares. Os PMs são suspeitos de informar aos líderes das quadrilhas sobre as ações de fiscalizações e operações dentro da TI Uru-Eu-Wau-Wau. Os policiais não tiveram os nomes divulgados.

Amazônia Real | BR | Povos Indígenas

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