Pesquisadores lançam estudo sobre a Serra dos Carajás, no Pará

14/02/2017

Pesquisadores do Museu Paraense Emílio Goeldi e do Instituto Tecnológico Vale (ITV) lançaram esta semana o primeiro volume sobre os estudos da vegetação da Serra de Carajás, no Pará. A publicação reúne o trabalho de 55 botânicos e mais de 22 instituições do Brasil e do exterior, que reuniram informações sobre 139 gêneros e 248 espécies da flora da região.

O projeto Flora das cangas da Serra dos Carajás, Pará, Brasil é desenvolvido desde 2015 e conta com a colaboração de 74 botânicos taxonomistas do Brasil e do exterior. Segundo o Museu Goeldi, é possível que, ao final de 2017, as pesquisas sejam responsáveis por catalogar quase 10% das 7.071 espécies da flora referidas para o estado.

No total, serão três volumes publicados na Rodriguésia, do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, uma das revistas nacionais mais tradicional na área de botânica. A pesquisa também conta com o apoio do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

Uma das descobertas desse trabalho foi o registro de mais quatro espécies de Ipomoea, nativas de Carajás mas com ampla distribuição por outras regiões do país. Os dados anteriores faziam referências a três espécies dessa flor, consideradas endêmicas da região: Ipomoea carajasensis, Ipomoea cavalcantei (a flor-de-Carajás) e Ipomoea marabaensis. Com o novo levantamento foi possível atualizar este dado, sabendo-se agora que há um total de sete espécies deste gênero da região de canga. Outros casos semelhantes também foram registrados para outros grupos de planta.

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