O que as delações da Odebrecht dizem sobre corrupção nas hidrelétricas da Amazônia

13/04/2017

Em seu primeiro depoimento na colaboração de delação premiada com os investigadores da Lava Jato, Emílio Odebrecht conta um caso curioso, mas que exemplifica como é fazer obras no Brasil. Ele diz que sua empresa faz questão de enviar os principais diretores para os Estados Unidos e Europa, porque lá eles terão que lidar com projetos de engenharia, cálculo de viabilidade de negócios e com a concorrência. A implicação é evidente: no Brasil, nada disso era necessário.

As centenas de documentos que o ministro do STF Edson Fachin disponibilizou esta semana mostram o que era preciso para erguer uma obra como uma hidrelétrica no Brasil: pagamentos de caixa dois, tráfico de influência e ações de bastidores eram muito mais relevantes do que projetos eficientes e economicamente viáveis. A situação fica evidente nas delações relacionadas a duas obras gigantes e polêmicas no meio da floresta amazônica, as usinas hidrelétricas de Santo Antonio e Jirau, no rio Madeira, em Rondônia. ÉPOCA selecionou trechos das várias delações e depoimentos mostrando os indícios de corrupção nessas obras.

Vale lembrar que outra mega-obra na Amazônia, a usina hidrelétrica de Belo Monte, também aparece na Operação Lava Jato, nas delações de Delcídio do Amaral.

Época | BR | Blog do Planeta.

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