MP/AP retoma debate sobre o combate à comercialização ilegal de madeira

18/04/2017

Durante reunião ocorrida nesta segunda-feira,10, no Complexo Cidadão da Zona Norte, a Promotoria de Justiça do Meio Ambiente de Macapá voltou a debater com os órgãos ambientais Federal, Estadual e Municipal a necessidade de combater mais efetivamente a comercialização de madeira adquirida sem o documento de autorização de corte e transporte de produtos madeireiros da flora amazônica.

A reunião contou com a efetiva participação da Procuradoria-Geral do Estado (PGE), da Procuradoria-Geral do Município de Macapá (PROGEM), do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (IBAMA), do Instituto de Meio Ambiente do Estado do Amapá (IMAP), da Secretaria Estadual de Meio Ambiente (SEMA), da Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Macapá (SEMAM) e do Batalhão Ambiental da Polícia Militar do Estado do Amapá (BA).

O promotor de Justiça Marcelo Moreira, que presidiu a reunião, afirmou que "é necessário voltar a reunir os esforços institucionais aplicados em favor da proteção da floresta amazônica, na busca de resultados concretos, defendendo, deste modo, uma atuação conjunta de todos os órgãos ambientais para equacionar a necessidade de combater os efeitos negativos do desmatamento, com a garantia da cidadania econômica principalmente dos pequenos produtores que vivem na Amazônia".

A superintendente do IBAMA, Gracicleide dos Santos Braga, contextualizou a adoção de medidas com a implantação do Sistema Nacional de Floresta (SINAFLOR), que permitirá a fiscalização e monitoramento do desmatamento em todo o país. Na Amazônia, o sistema permitirá o acompanhamento da madeira desde a extração ao destinatário final, com ganhos para a conservação da floresta e impedindo ações ilegais de extração e comércio. Enfatizou ainda o IBAMA que não basta regularizar o empreendimento que vende madeira, é preciso regularizar principalmente o produto.

Segundo informações da SEMA e IMAP, o grande desafio é a regularização dos comerciantes que atuam na venda de madeira nos canais das Pedrinhas e do Jandiá, em Macapá, e do Bueiro, em Santana. Aqueles estabelecimentos, em sua maioria, adquirem madeira não regularizada proveniente do Estado do Pará e não apresentaram os documentos necessários ao seu licenciamento e regularização ambiental.

A Gazeta Online | AP

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