Mais de meio milhão assinam petição em defesa da Amazônia

31/08/2017

Em apenas três dias, mais de meio milhão de pessoas assinaram uma petição da organização Avaaz em defesa da Amazônia. Até 11 horas da manhã desta terça-feira, o documento tinha recebido 584.898 nomes. O abaixo-assinado “Impeça que a Amazônia vire um deserto” foi criado depois do decreto publicado pelo governo na semana passada, que extinguiu a Reserva Nacional de Cobre e Associados (Renca), criada em 1984, ainda durante a ditadura militar, e liberou a exploração mineral na região.

O decreto diz que uma região de cerca de 47 mil quilômetros quadrados entre o Pará e o Amapá está liberada para extração de ouro e outros minerais nobres. A área fechada é maior que a Dinamarca e tem o tamanho equivalente ao do estado do Espírito Santo, ou oito vezes a dimensão do Distrito Federal.

Nesta segunda-feira, o governo federal decidiu revogar o decreto que acaba com a Renca e publicou um novo decreto que mantém a área aberta à mineração, mas detalha “ponto a ponto” de como será a preservação ambiental na região. O novo texto diz, por exemplo, que não poderá haver mineração em unidades de conservação ambiental e indígena.

O ritmo de novas assinaturas tem sido intenso. Em menos de meia hora na manhã desta terça-feira, foram dez mil novas adesões. O texto da petição afirma que “Na surdina, aprovaram o desmate de uma área equivalente ao tamanho da Dinamarca: não podemos deixar mais essa passar”, fazendo referência à extinção da reserva. Mas alerta para um outro risco: o projeto de lei 8107/17, que reduz em 30% a Floresta Nacional do Jamanxim (Flona), no Pará.

“Pedimos o abandono total e definitivo da PL 8.107/17. Exijimos também que ouçam o apelo do povo brasileiro e parem, de uma vez por todas, de passar leis, decretos e qualquer outra medida legislativa irresponsável para agradar interesses da bancada ruralista e outros poderosos. Esse abuso gera o desmate e destruição irreversível da floresta Amazônica, patrimônio da humanidade das gerações atuais e futuras”, ressalta o documento, apontando que o projeto “será analisado por uma comissão especial a qualquer momento, precisamos pressioná-los a abandonar de vez essa lei”. 

O Globo | BR

 

 



 

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