Jan Gladki: 'O biocarvão tenta imitar o solo amazônico

11/04/2017

Sou polonês e tenho formação em Engenharia Ambiental e especialização em energia. Há 40 anos, trabalho nessa área, e há 25 possuo a minha própria empresa, a Fluid S.A. É uma grande companhia, que está presente na Bolsa de Valores. Basicamente, trabalho com tecnologias inovadoras.

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É possível transformar resíduos que seriam descartados e iriam se decompor em energia limpa e barata. Nós, por exemplo, fabricamos um produto que se chama biochar, que pode ser usado na agricultura como potencializador do solo. Toda a inspiração para isso veio do Brasil, há cerca de dez anos.

Na Europa, como é o funcionamento do projeto de desenvolvimento de energia limpa através do biocarvão?

O interesse pelo biocarvão surgiu do descobrimento, na Amazônia, da terra preta, um solo mais fértil que o comum. O biocarvão nada mais é que uma tentativa de imitar as propriedades desse solo amazônico. Começamos a coletar os resíduos da biomassa e desenvolvemos uma tecnologia para carbonizar isso. Resumidamente, depois de um processo complexo, obtemos como produto final o biocarvão, com propriedades que imitam a composição da tal terra preta.

O Brasil e, principalmente, o Rio de Janeiro, passam por uma grave crise, em parte por conta da dependência do petróleo. Como vê a busca por fontes alternativas de energia?

Não é somente o Brasil que é dependente do petróleo. Vários outros países estão na mesma posição. Não é possível continuar com essa dependência tão grande de fontes que são finitas. O mundo precisa olhar a natureza em busca de alternativas.

O Globo Online | BR | Conte algo que não sei

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