Índios de Roraima pleiteiam ampliação e demarcação de novas terras indígenas

19/04/2017

Uma Carta assinada pelos indígenas durante a 46ª Assembleia Geral dos Povos Indígenas de Roraima, realizada no mês passado no Lago do Caracaranã, demonstra que duas novas demarcações de terras indígenas, além da já reconhecida Anzol, e a ampliação de quatro novas áreas já existentes ainda podem ocorrer.

Na Carta, eles afirmam que mais áreas ainda precisam ser reconhecidas pelo Governo Federal e citam a região do Lago da Praia, no Murupu, e Arapuá, na região Taiano. Os indígenas querem o que chamam de reconhecimento oficial das comunidades que ficaram de fora da demarcação da Terra Indígena Raposa Serra do Sol: comunidades do São Francisco e Kaxirimã.

"A Funai [Fundação Nacional do Índio] precisa criar um grupo de trabalho para estudar e atender os pedidos de ampliação das terras indígenas em Roraima, uma vez que as demarcações em ilhas têm causado disputas sobre a terra e acesso aos recursos naturais", especifica a Carta.

Os indígenas também pediram ampliação de mais quatro Terras Indígenas. A primeira é a de Araçá, no trecho que vai do igarapé Paraíso até o igarapé do Silêncio, solicitando que os não indígenas da comunidade Três Corações no Amajari sejam retirados do local.

A outra área que possivelmente será ampliada é a da Terra Indígena Ponta da Serra, que integra a atual área da fazenda Guanabara; ampliação da Terra Indígena Aningal, e também a retirada do rebanho bovino pertencente a Ailton Wanderley. Querem ainda a conclusão do Anaro com a posse da "Fazenda Tipografia", retirando os fazendeiros Oscar Maggi e Aldo Dantas, este último ex-ocupante da Terra Indígena Raposa Serra do Sol.

Por fim, na Raposa Serra do Sol, os indígenas pediram a retirada de não indígenas que estão na comunidade do Barro, citando os moradores João do Boi, que já foi indenizado, Kineto, Telso Mota e Mauro.

Folha de Boa Vista - Online | RR

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