Governo revoga decreto que acaba com reserva na Amazônia, mas vai publicar outro

28/08/2017

Após a repercussão negativa do fim de uma reserva mineral na Amazônia, o governo federal decidiu revogar o decreto que acaba com a Reserva Nacional de Cobre e Associados (Renca). O Palácio do Planalto vai publicar, no entanto, um novo decreto que mantém a área aberta à mineração, mas detalha "ponto a ponto" de como será a preservação ambiental na região. O novo texto diz, por exemplo, que não poderá haver mineração em unidades de conservação ambiental e indígena.

O anúncio foi feito no Palácio do Planalto. O novo texto é uma tentativa de minimizar as críticas com o fim da Reserva Nacional de Cobre e Associados (Renca), entre o Pará e o Amapá. A área de 47 mil quilômetros quadrados, do tamanho do Espirito Santo, foi aberta para a mineração depois de um decreto publicado pelo presidente Michel Temer na semana passada. A região abriga nove unidades de conservação ambiental e indígena e a liberação para a mineração na área gerou protestos de artistas e ambientalistas.

Agora, o novo decreto do governo federal diz que está proibido liberar para mineração dentro das áreas de preservação ambiental. Na prática, no entanto, pouco muda em relação ao texto anterior. O novo documento é parte de uma estratégia de comunicação do governo, desencadeada após a repercussão mundial causada pela liberação de mineração na Amazônia.

— A interpretação que se deu é que a Amazônia estava liberada para desmatamento. Equívoco. Jamais nenhum de nós participaria de um absurdo como esse — disse o ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho. O ministro garantiu ainda que o governo decidiu autorizar verba suplementar para fazer uma fiscalização "rigorosa" na floresta. O ministro afirmou também que o decreto anterior trouxe "muita confusão".

G1 | BR | Economia

Leia a notícia completa aqui.

 

Veja o clipping completo