Edison Lobão teria recebido R$ 5,5 mi para atuar em Jirau

13/04/2017

O depoimento do ex-presidente da Odebrecht Energia Henrique Valladares é um roteiro detalhado de como foi a compra de apoio político em uma das maiores brigas empresariais do setor elétrico nos últimos anos. Ele disse que o senador Edison Lobão (PMDB-MA) recebeu R$ 5,5 milhões em propina para defender os interesses da empresa na disputa em torno da usina hidrelétrica de Jirau, no rio Madeira, em Rondônia. Lobão era ministro de Minas e Energia em 2008, quando o pagamento foi realizado, segundo a delação de Valladares.

"Com certeza foi caixa 2", disse o executivo. A empresa queria que Lobão fizesse contraponto à Casa Civil, então comandada pela ministra Dilma Rousseff e pela secretária-executiva Erenice Guerra, para reverter a derrota do consórcio Odebrecht-Furnas no leilão de Jirau. O pagamento teria ajudado Lobão a financiar sua campanha ao Senado em 2010. "Ele sinalizava que iria nos ajudar e precisava da nossa ajuda, através de propina", afirmou.

Valladares conta, em detalhes, como eram as reuniões no gabinete do ex-ministro. Lobão pedia que o assunto fosse tratado antes da entrada de seus assessores - a quem chamava de "fiscais" - na sala. Atual presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, Lobão era identificado nas planilhas da Odebrecht como Esquálido. A distribuição de dinheiro começou antes da derrota no leilão de Jirau. O consórcio, que tinha participação minoritária da Andrade Gutierrez, já havia arrematado a concessão da hidrelétrica vizinha de Santo Antônio, mas enfrentava dificuldades na concorrência pela segunda usina licitada no rio Madeira.

Valor Econômico | BR | Política | Página 12

Leia a notícia completa aqui.

Veja o clipping completo