Devido à crise política, Temer cancela ida à reunião do G20 na Alemanha

28/06/2017

O presidente da República, Michel Temer, cancelou nesta quarta-feira (28) a ida à reunião do G20 -- grupo que reúne as 20 maiores potências do mundo -- a ser realizada nos dias 7 e 8 de julho em Hamburgo, na Alemanha, informou a assessoria da Presidência.

Oficialmente, não há uma justificativa para o cancelamento. No entanto, segundo apurou o UOL, ele se dá em razão do agravamento da crise política no país que atinge especialmente o presidente.

Na avaliação do Planalto, Temer não pode sair do país em um momento em que será apreciada a denúncia contra ele na Câmara e votadas reformas importantes para o governo, como a trabalhista.

O G20 é composto por Argentina, Austrália, Brasil, Canadá, China, França, Alemanha, Índia, Indonésia, Itália, Japão, México, Rússia, Arábia Saudita, África do Sul, Coreia do Sul, Turquia, Reino Unido, Estados Unidos e a União Europeia.

A ausência de Temer será fortemente sentida, uma vez que os todos os presidentes dos países componentes do grupo tradicionalmente costumam ir às cúpulas para discutir questões da agenda internacional. A primeira reunião entre chefes de Estado aconteceu em 2008 em Washington, nos Estados Unidos. Ministros da Fazenda e chefes de bancos centrais já se encontram com regularidade desde 1999. A edição de 2017 ficará sob o comando da chanceler alemã Angela Merkel.

Segundo apurou o UOL, estava previsto um almoço de Temer com Merkel durante o encontro.

Na última vez em que Temer saiu do Brasil, quando viajou à Rússia e à Noruega entre os dias 19 e 24 de junho, o relatório do senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES) sobre a reforma trabalhista foi rejeitado pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS).

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