Desmatamento em assentamentos pode diminuir em até 80%, afirma pesquisa

17/05/2017

Na Amazônia os assentamentos da reforma agrária ocupam cerca de 8% de todo o território, o equivalente a mais de 41 milhões de hectares. Ao todo são 3.589 assentamentos que representam 81% de toda a área destinada a reforma agrária do país. Essas regiões tem servido como forma de alivio a pressão social sobre a terra, mas também favorecem o desmatamento.

No total, quase 30% de toda a área destinada a assentamentos da reforma agrária foram desmatados. Segundo dados do Instituto de Pesquisas na Amazônia (Ipam), em 2016 mais de 12,7 milhões de hectares sofrem danos ambientais. O Ipam promoveu durante 5 anos o projeto Assentamentos Sustentáveis na Amazônia (PAS), que tem como objetivo mostrar como projeto ambientais nessa área podem levar sustentabilidade econômica e ambiental para essas regiões.

O PAS atuou em três assentamentos de reforma agrária no oeste do Pará e no antigo polo do Proambiente, na Transamazônica, uma área de aproximadamente 1,4 milhão de hectares, equivalente a quase três vezes a área do Distrito Federal. A ideia principal do projeto é mostrar como assentamentos podem ganhar novas características quando as populações que vivem na região ganham direcionamento e confiança.

Em artigo publicado pelo Ipam foram ao todo 119 hectares de área reflorestada através da implementação de sistemas agroflorestais e 1.139 hectares de áreas recuperadas para fins econômicos como pecuária de recria e produção de leite, cultivo de espécie nativas como cacau, pimenta-do-reino e frutíferas.

Segundo dados publicado, 100% das atividades produtivas ambientalmente regularizadas, todas os lotes tem a licença do Ministério do Meio Ambiente para realizar a atual área de proteção.O projeto permitiu que a renda bruta média dos produtores beneficiados aumentasse 68%, enquanto o desmatamento nos lotes atendidos caiu 79%, de acordo com o levantamento do projeto em 2016.

De acordo com o documento, a conclusão é de que os indicadores do aumento de renda e da redução do desmatamento mostram que o projeto permitiu que a renda bruta média dos produtores beneficiados aumentasse 66%, enquanto o desmatamento nos lotes atendidos caiu 79%, de acordo com o levantamento realizado em 2016.

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