Concessões florestais podem gerar 29 mil empregos no Amazonas

20/08/2017

Encontrar a harmonia entre a conservação das florestas Amazonenses e o desenvolvimento socioeconômico do Estado, ainda pode ser considerado um desafio para especialistas. No entanto existem projetos, que já são executados em outros estados, no qual estimulam a economia formal com produtos e serviços oriundos de florestas manejadas, além de conservar a cobertura vegetal desses espaços. Um deles é a Concessão Florestal, cujo objetivo é planejar, administrar e, até mesmo lucrar, de forma positiva, com as florestas estaduais da nossa terra.

Conforme o doutor em Economia Ambiental Sérgio Gonçalves, o Amazonas têm 2,6 mil hectares de terras com capacidade de propiciar concessões florestais, em pelo menos três municípios do Estado. Uma delas é a floresta estadual Maués, no município de Maués (à 267 quilômetros de Manaus). De acordo com Sérgio, o local pode ser uma das áreas mais propícias para iniciar um processo de concessão. Além disso, há unidades de conservação nos municípios de Tapauá (a 450 quilômetros) e Apuí (a 220 quilômetros). “Com as concessões florestais, podemos gerar cerca de 29 mil empregos diretos e indiretos. Ás áreas possuem uma riqueza indiscutível de recursos florestais”, disse.

Sérgio Gonçalves explicou que a concessão florestal permite que União e estados, mediante licitação, concedam a uma empresa o direito de administrar de forma sustentável as florestas para obtenção de produtos e serviços.

“Atualmente existem dois mecanismos para a concessão florestal. Além da possibilidade que a iniciativa privada possui em manejar as florestas, por meio de um contrato firmado com o Governo Federal, previsto na lei federal 11.284/2006. Recentemente o Governo do Estado também passou a poder realizar concessões por meio da Lei de Gestão de Florestas Públicas, número 4.415/2016. Com isso, se cria um Instrumento econômico que possibilidade a utilização racional de recursos florestais”, afirmou.

Conforme o especialista, dono da publicação sobre “Valoração econômica no processo de concessão de florestas públicas na Amazônia”, podem ser exploradas, nesses acordos, árvores para produção de madeira ou produtos não madeireiros como óleos, frutos e outros. Também, podem ser explorados serviços florestais, tais como ecoturismo, incluindo hospedagem, visitação, observação da natureza e esportes de aventura.

“Em cada unidade de manejo, somente as atividades previstas no contrato poderão ser realizadas na área de concessão florestal. É preciso que o governo faça estudos técnicos nas florestas públicas disponíveis no nosso estado e comece o processo licitatório”, explicou Sérgio Gonçalves, que é professor do curso de Engenharia Florestal da Universidade Federal do Amazonas.

A Crítica | AM | Cotidiano

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