Branqueamento sem precedentes afeta dois terços da Grande Barreira de Corais

10/04/2017

A água quente estressa os corais, forçando-os a expelir as algas coloridas que vivem dentro deles. Com isso, eles ficam vulneráveis a doenças fatais. Com o tempo, os corais branqueados podem se recuperar com o retorno das temperaturas aos níveis normais, mas se o aquecimento se mantiver por muito tempo, como o que está acontecendo na Austrália, o coral morre.

Demora no mínimo uma década para uma recuperação total até mesmo dos corais que crescem mais rápido, então dois eventos de branqueamento em massa num intervalo de 12 meses oferece perspectiva zero de recuperação para os recifes que foram danificados em 2016 constatou Kerry.

No ano passado, a região norte da Grande Barreira foi a mais afetada, já neste ano o fenômeno se estendeu para zona central. Apenas a porção sul da estrutura com 2.200 quilômetros de extensão se manteve praticamente intacta dos efeitos do aquecimento global. Porém, em março, essa área foi atingida pelo ciclone tropical Debbie. Os impactos da destruição ainda não foram mensurados.

Claramente os recifes estão sofrendo com impactos múltiplos explicou Hughes. Sem dúvida, a maior pressão vem do aquecimento global. Com o aumento contínuo das temperaturas, os corais vão experimentar cada vez mais eventos como esse: o aquecimento de 1º grau Celsius até agora já causou quatro eventos nos últimos 19 anos.

O Globo Online | BR | Sustentabilidade

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