Aplicativo 'Alerta Clima Indígena' auxilia no combate às mudanças climáticas

14/08/2017

Pensando na dificuldade dos povos indígenas em terem informações frequentes e de qualidade sobre os impactos das mudanças climáticas, o Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia - IPAM criou o aplicativo para celular “Alerta Clima Indígena”, que envia informações sobre focos de calor, desmatamento e risco de seca para as Terras Indígenas da Amazônia brasileira.

O aplicativo já foi apresentado para mais de 100 indígenas e outras instituições, e quando disponível e finalizado poderá ser utilizado no monitoramento dos impactos em seus territórios e assim, criar condições favoráveis para se adaptarem às adversidades do clima.

O projeto foi um dos vencedores do prêmio Desafio de Impacto Social Google 2016, que realiza cerimônia nesta segunda (14) à noite em São Paulo para a apresentação dos 10 contemplados. O app faz parte do SOMAI – Sistema de Observação e Monitoramento da Amazônia Indígena, plataforma que dispõe das informações mais atuais sobre a situação das mais de 380 terras indígenas da Amazônia, a área conservada de floresta e as ameaças ambientais e antrópicas que sofrem.

Em um período prolongado de seca, as comunidades podem se prevenir melhor para a ocorrência de incêndios, por exemplo. Em 2016, houve 89 mil focos de incêndio na Amazônia, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). “Mesmo assim, não havia nenhum sistema de alerta para que os povos indígenas pudessem se preparar. Com o projeto, os agentes ambientais da Terra Indígena Arariboia, no Maranhão, foram os primeiros a testar o aplicativo, e estão recebendo informações frequentes sobre o risco de fogo”, afirma a coordenadora do núcleo indígena do IPAM, Fernanda Bortolotto.

Em modo offline, as informações também ficam acessíveis e os indígenas podem monitorar seus pontos de interesse e registrarem seus alertas mesmo quando não têm conexão disponível. O aplicativo também tem outras funções importantes para o monitoramento do território feito pelos indígenas, que futuramente poderão ser enviados para uma base de dados e auxiliar no planejamento de ações locais. Por enquanto, as informações coletadas ficam armazenadas no aplicativo e não são compartilhadas.

A Crítica | AM | Amazônia

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